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Psicanálise
e Educação De Maria Joana de Brito D'Elboux Couto Freud, no fim de sua vida, sob o impacto da guerra e do nazismo, escrevia que a educação e a cultura não conseguiram impedir a barbárie. Mas, a experiência cotidiana permite-nos afirmar que sem a educação e a cultura a barbárie se faz mais presente. É o que estamos vivendo desde dimensões internacionais até o âmbito familiar, desde a guerra, em grande e pequena escala, até os suicídios, a droga, a melancolia, a violência. A não-repressão, a ilusória satisfação de todos os desejos, a ausência de limites, a evasão da Lei, a cultura da superfície e da mediocridade, a caricatura do humano muitas vezes justificadas por uma leitura deformada da Psicanálise , contrariam a própria ética psicanalítica e as palavras de Freud, 1933: a educação tem de escolher o seu caminho entre o Cila da não-interferência e o Caribde da frustração. Será, portanto, uma questão de decidir quanto proibir, em que horas e por que meios. Corre-se o risco de confundir a Lei e o limite com a repressão arbitrária. Mas a Psicanálise diz que Lei e a frustração protegem e estruturam o sujeito e são, portanto, expressões de amotr e de cuidado. A relação educativa, em que hajalimites, é uma relação que po9de se tornar perversa. O desfio para o Educador é encontrar uma caminho entre o desejo e a Lei possibilidade e limite que podem abrir ao educador as condições do humano, do viver com os outros, do respeito, da dignidade. Este livro aponta
um caminho para a árdua tarefa de educar no hoje da História.
Aponta a possibilidade de se chegar, através da crueza e da limitação
do estar em sala de aula, à beleza e às possibilidades inerentes
à Lei a à Vida. Pelos caminhos da sedução
e do desejo é possível abrir espaço para a sedução
do conhecimento, da Cultura e da Lei.
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